Curitiba- O MP denunciou, numa segunda ação, nove pessoas, incluindo quatro servidores administrativos do INSS. Foram denunciados o policial militar aposentado Izidoro Procek (preso), o autônomo Roberto Naidek, o comerciante Belmiro Manoel Buss, o advogado Carlos Roberto Gonçalves Ekermann (preso), o aposentado Antonio Rocha (preso) e os servidores Renato Lima Soares (preso), Ernande Antonio Comicholi (foragido mas com prisão decretada), Luciano dos Santos Honório e Maristela Johnson.
A força-tarefa verificou que pessoas interessadas em obter benefício previdenciário ou buscavam diretamente o auxílio do escritório montado por pelo policial aposentado Procek ou procuravam intermediários. O pagamento dos serviços era feito normalmente com a entrega do valor do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ou com o valor das primeiras parcelas do benefício.
O advogado Carlos Roberto Gonçalves Ekermann foi preso em flagrante no dia 11 de abril de 2003 por corromper um vigilante que desempenhava suas atividades no INSS. Ele tentava obter documentos irregulares para conseguir benefícios. Maristela Johnson, segundo o MP, também participava do esquema fazendo cartas manuais de liberação de FGTS para os segurados.
Na terceira ação foram denunciados o estudante Sérgio Ricardo Facioncone (preso), novamente o aposentado Antonio Rocha (preso) e os servidores administrativos do INSS Renato de Lima Soares (preso) e Ernande Antonio Comicholi (foragido). Em busca e apreensão na casa e no escritório de Fancioncone foram encontrados vários documentos, como carteiras de trabalho incompletas e folhas avulsas em branco e preenchidas, carimbos e formulários de uso exclusivo do INSS.
Maristela Johnson negou ontem que tenha tido algum envolvimento com pessoas ligadas à fraude do INSS. ''Eu não estou envolvida com isso. Me envolveram. Não sei quem. Mas não devo nada. Eles estão acusando e vão ter que provar'', declarou ela, nervosa. Maristela continua trabalhando no INSS. O servidor Luciano Honório não foi encontrado ontem para comentar a denúncia. Os familiares dele informaram que ele havia saído. Apesar de deixar recado, ele não retornou. Os telefones do autônomo Roberto Naidek e do comerciante Belmiro Buss não foram encontrados pela reportagem no final da tarde de ontem. (L.P.)

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