Policial leva 4 tiros durante rebelião em Foz do Iguaçu
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quinta-feira, 18 de novembro de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 18 (AE) - Um policial ficou gravemente ferido e várias celas destruídas durante rebelião, hoje pela manhã, na Cadeia Pública de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, a 650 quilômetros de Curitiba. De acordo com a polícia, os presos pretendiam fugir durante o motim, mas nenhum deles conseguiu escapar. A rebelião foi controlada cerca de duas horas após do início. O investigador Laudemir Neves, que levou quatro tiros no peito, passou por uma cirurgia na Santa Casa de Foz. Seu estado era considerado grave.
Segundo a polícia, alguns presos de confiança teriam sido rendidos pela manhã por outros detentos da cadeia. Ao ouvir gritos na parte superior do presídio, onde ficam os alojamentos, Neves subiu e conseguiu trancar a grade antes de receber os tiros. Outros policiais correram e viram os presos forçando a porta que dá acesso às celas. Com capacidade para 160 presos, a cadeia está com quase 400. De imediato, começou um tiroteio, enquanto mais policiais chegavam para controlar o motim.
Os detentos colocaram fogo nos colchões e a fumaça tomou conta de todo o prédio. A situação foi controlada por volta das 10 horas, quando foram jogadas bombas de efeito moral dentro da cadeia. Na revista aos alojamentos foram encontradas três pistolas com os presos. A polícia abriu sindicância para investigar como as armas chegaram aos presos. Os líderes da rebelião reclamaram da superlotação. Familiares de detentos que aguardavam notícias do lado de fora afirmaram que alguns presos deveriam estar em penitenciárias, pois já foram condenados, enquanto outros poderiam ter recebido o benefício da liberdade condicional.


