Curitiba- Samir Skandar ainda é policial civil da ativa. Ele estava afastado dos trabalhos de rua e lotado no Grupo Auxiliar de Recursos Humanos (GARH) onde deveria comparecer nos dias de plantão. A justificativa para que ele não estivesse em trabalhos de investigação é na ficha funcional a de que Skandar é funcionário ''em situações diversas'' (já que responde processos criminais na Justiça e procedimentos administrativos no Conselho da Polícia Civil).
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) confirmou que Skandar ainda é policial civil e que responde a processos administrativos que poderão resultar na exclusão dele do quadro policial: um é fruto das investigações da CPI do Narcotráfico (onde foi indiciado por tráfico de drogas, furto e desmanche de carros, concussão, corrupção ativa e passiva) e outra é por abandono de emprego (já que não aparece desde que teve a prisão preventiva decretada). Na Justiça, o policial responde por formação de quadrilha na 5 Vara Criminal de Curitiba.
O advogado de defesa de Skandar, Leonel Stevam Filho, disse que o policial civil vai prestar todos esclarecimentos necessários na Justiça. Skandar pretende declarar que é inocente. ''Ele não se apresentou antes porque tentou reverter a prisão preventiva de todas as formas, com pedidos de habeas corpus e não conseguiu. Se tivesse conseguido, ele se apresentaria antes em juízo. Ele sabia que estando em Curitiba existia a probabilidade de ser preso. Agora é aguardar as acusações e entrar com novo pedido de habeas corpus'', ponderou o advogado.
Stevam negou que os compartimentos na casa de Skandar eram esconderijos. Para o advogado, os espaços eram compartimentos comuns para guardar materiais de valor e armas (já que ainda era um policial civil).(L.P.)

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