Policial é suspeito de matar a própria mulher
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segunda-feira, 16 de novembro de 1998
Agência Folha 
O soldado da PM Luiz Carlos Sampaio da Silva, 29, foi preso ontem em São Paulo em flagrante por estar portando uma arma com a qual a polícia desconfia que ele tenha matado sua mulher, Aparecida de Cássia Ferreira, 25. O crime aconteceu às 3 horas dentro do carro do casal que estava estacionado em frente ao Hospital Planalto, na Rua Augusto Carlos Baumann, em Itaquera (zona leste paulistana).
Segundo a polícia, o soldado Silva levou uma amiga, Tamara Érica Abrãao, 20, ao hospital. Além dos dois, a mulher do soldado e sua filha de cinco anos foram juntos. Enquanto Tamara estava sendo atendida, Aparecida voltou para o carro, um Santana, onde estavam o PM e a criança que dormia no banco de trás. Minutos depois foi ouvido um disparo. Silva saiu do automóvel pedindo ajuda.
Aparecida tinha um ferimento a bala no lado direito da cabeça. Ela foi socorrida, mas não resistiu e morreu. De acordo com a polícia, um policial civil que fica de plantão no hospital encontrou a arma do crime, um revólver calibre 38 com bala de magnun 357, próximo ao pé esquerdo de Silva. O PM foi algemado e levado à polícia.
Silva negou ter assassinado sua mulher e disse que ela teria se suicidado logo depois de entrar no carro. Como a arma que Silva portava era particular e ele não tinha licença para usá-la, ele foi autuado apenas por estar portando ilegalmente uma arma de fogo.
O caso foi registrado como suicídio, mas a polícia não descarta a hipótese de homicídio. Exames de resíduos de pólvora nas mãos do casal irão dizer quem fez o disparo. Após o crime, ele foi encaminhado para o Presídio Especial Romão Gomes.


