Policial é morto por suspeito de tráfico de drogas durante perseguição em Campinas
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de fevereiro de 1999
Por Clayton Levy 
Campinas, SP, 01 (AE) - O investigador da Polícia Civil José Leonardo Pedroso Junior, de 29 anos, morreu ontem (28), em Campinas, a 100 quilômetros de São Paulo, durante confronto com suspeitos no Jardim Itatinga. O policial, que estava sem colete a prova de balas, foi atingido no abdome quando perseguia José Adelmo Ananias Nicassio, de 20 anos, suspeito de tráfico de drogas. Nicassio foi preso logo depois por outros policiais que participavam da operaçao.
O policial participava de uma grande operação contra a violência na cidade, determinada pelo novo secretário de Segurança Pública do Estado, Marco Vinício Petreluzzi. Pedroso Júnior dirigia o carro da equipe que perseguia três suspeitos de tráfico. Ele conseguiu encurralar os criminosos, mas, ao descer do veículo, foi atingido por um tiro disparado por Nicassio.
Pedroso trabalhava há onze anos na Polícia Civil e integrava a equipe de investigadores da Delegacia da Infância e Juventude. Ele é filho do delegado regional de Piracicaba, José Leonardo Pedroso. Policiais que compareceram ao velório do colega disseram que se Pedroso estivesse com colete a prova de balas poderia ter sobrevivido.
O colete a prova de balas é considerado indispensável em operações como a do final de semana. Colegas do investigador morto disseram que muitos policiais têm de comprar o equipamento por conta própria. O delegado Umeo Nakasina, titular da Delegacia da Infância e Juventude, onde Pedroso Júnior trabalhava, disse que a unidade não possui coletes a prova de balas.
O delegado seccional de Campinas, Josué Ferreira Ribeiro
afirmou (01) que os policiais dispõem de 45 coletes comprados pelo Estado. Segundo ele esse número é suficiente. Durante o sepultamento, no Cemitério Flamboyant, o investigador foi homenageado com uma salva de seis tiros. Com o criminoso foram encontrados um revólver e nove papelotes de crack.


