Policial e 5 supostos traficantes são mortos em morro carioca
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domingo, 17 de outubro de 1999
Por Roberta Pennafort, especial para a AE 
Rio, 18 (AE) - Um policial militar e cinco supostos traficantes foram mortos durante a madrugada na Favela Gogó da Ema, em Guadalupe, na zona norte, no Rio. Segundo a polícia, bandidos da gangue rival do Morro do Chapadão, em Costa Barros, invadiram o morro e assassinaram os supostos traficantes. Quando iam embora, encontraram o cabo Marco Antônio Balduíno de Oliveira, de 31 anos, que voltava para casa de carro. Identificado, o PM foi decapitado. O corpo foi encontrado dentro do automóvel hoje de manhã, em uma rua da Favela Beira Rio, também na região.
De acordo com policiais do 9º Batalhão de Polícia Militar de Rocha Miranda, os cinco homens teriam sido mortos pelos traficantes conhecidos como Siri e Nando, do Morro do Chapadão. Os corpos foram identificados como sendo Marcos Alex Ferreira, de 27 anos, Lourival Diniz Barbosa da Silva, de 23, Marcos Antônio de Oliveira Brito, de 27, Iran Félix Garcia, e um homem conhecido como Carlinhos. Eles foram apontados como membros da quadrilha que domina o comércio de drogas no morro.
De acordo com a polícia, o cabo teria confundido os bandidos com agentes do Serviço Reservado da Polícia Militar, e, assim se identificado como cabo. Moradores contaram que viram Oliveira sendo levado para o alto do morro, onde normalmente são feitas as execuções. Em seu corpo havia várias marcas de tiros disparados de arma de grosso calibre. O cabo era lotado no 2º BPM (Botafogo) e trabalhava no trânsito.
Segundo o comandante do batalhão, coronel Edson Eurico dos Santos, ele estava há 12 anos na corporação e era um bom policial. "Ele deu azar: estava no local errado, na hora errada", disse o comandante. Oliveira havia pego o Fiat Uno de cor branca, placas LBS 7613, emprestado com um colega. Durante a manhã de hoje, policiais do 9º, 14º e 21º BPMs fizeram uma operação no Gogó da Ema para tentar encontrar a cabeça do cabo morto, que não foi deixada dentro do automóvel junto com o corpo. A polícia também esteve no Morro do Chapadão, a fim de prender o bando suspeito de envolvimento com a chacina, mas ninguém foi preso. O delegado da 31ª Delegacia Policial (Ricardo de Albuquerque), Rosebery Soares, disse que os familiares das vítimas deverão ser ouvidas a partir de amanhã (19).


