Cerca de 500 pessoas foram ao velório e sepultamento do policial militar da reserva subtenente Ernani Euzébio da Silva, 55, para prestar uma última homenagem no cemitério Parque das Allamandas (zona oeste). O policial foi morto alvejado por bandidos na quinta-feira (18) no jardim Santa Alice (zona leste), vítima de latrocínio. Enquanto estava na ativa Euzébio passou por diversos setores da Polícia Militar. Foi instrutor, fez parte da Patrulha Rural que atuava na região do distrito de Guaravera, entre outras funções. Vários policiais militares ouvidos pela reportagem o classificaram como herói em função das diversas ações que participou ao longo de sua carreira.
A cerimônia foi repleta de emoções, com salvas de palmas por parte de seus colegas de farda, amigos e familiares. Euzébio nasceu em Miraselva (Centro-norte) e com três anos de idade se mudou para Londrina e passou a residir na Vila Casoni (região central). Seu irmão Ercílio Modesto da Silva relata que ele sempre gostou de trabalhar. "Ele gostava muito da profissão. Desde os 18 anos queria entrar para a polícia", declarou.
O velório foi o momento em que muitos dos presentes relembraram as boas histórias que viveram ao lado do subtenente Silva. Seu primo Jonas de Oliveira, 64, ressaltou que foi na Vila Casoni que viveu a infância e adolescência, mas sempre reservava um tempo para retornar a Miraselva, para um sítio na Água do Tenente. "Recentemente fizemos um porco no tacho. Ele cozinhava bem. Sabia fazer uma fritura e assar peixes", rememorou.
Seu amigo, o mecânico Claudemir Luiz Vieira, relata que conhecia Silva há 38 anos. "Eu trabalhei com ele em uma fábrica de acolchoados na Vila Casoni. Naquele tempo a gente conversava muito sobre futebol. Eu sou atleticano e ele falava que era cruzeirense só para me provocar", destacou.
Sua lembrança mais forte foi de uma viagem que ele fez ao lado dele até Palmas (TO). "Ele já tinha aposentado e ia entregar mudas de rosas e fomos relembrando as histórias do tempo de adolescente durante a viagem toda. Às vezes ele dormia na cabine e eu ia no furgão, ou vice-versa. Até agora não acredito que ele se foi", lamentou. Silva deixa esposa e dois filhos.

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