São Paulo, 25 (AE) - O soldado da Polícia Militar Carlos Renato Ribeiro, de 29 anos, foi assassinado com pelo menos quatro tiros ao tentar dominar o ladrão que o tomara como refém em um sequestro relâmpago. Ribeiro trabalhava havia oito anos na escolta da Secretaria da Segurança Pública. O crime ocorreu ontem à noite em Osasco, na região metropolitana.
Ribeiro era casado pela segunda vez e tinha uma filha de 6 anos do primeiro casamento e outra de 2 meses do atual. Estava na PM havia 11 anos. Na noite de ontem, ele resolveu dar uma carona em seu Corsa para Márcia Batista de Oliveira, que mora em Barueri. Quando estavam em Osasco, foram abordados por um ladrão que estava armado com um revólver calibre 38.
O bandido entrou no carro e obrigou o policial militar e a amiga a seguirem pela Avenida dos Autonomistas. Queria encontrar um caixa eletrônico a fim de que os dois sacassem dinheiro. Pouco depois, na mesma avenida, acharam um caixa. Márcia foi obrigada a sair do carro para apanhar o dinheiro. O policial e o ladrão permaneceram no Corsa. De acordo com Márcia, no momento em que sacava o dinheiro, ela viu uma briga dentro do carro e ouviu os disparos. Em seguida, o ladrão saiu do local dirigindo o Corsa em alta velocidade.
De acordo com a polícia, o soldado deve ter tentado desarmar o bandido, mas acabou baleado. No meio da briga, um dos disparos ainda acertou a perna do bandido. Um pouco mais adiante
na Rua Visconde Nova Granada, o bandido bateu o Corsa em um Escort e abandonou-o. A Polícia Militar encontrou o carro com o soldado morto em seu interior. Ribeiro estava de férias, portanto, não estava usando a farda. Também não teve tempo de sacar sua arma particular.
O bandido fugiu sem roubar nada. Mais tarde, a polícia conseguiu encontrar dois suspeitos do crime com um revólver no terreno de um hospital em construção em Osasco. Cleber Gonzaga Machado, de 21 anos, que estava baleado na perna, e Perácio Lourenço Galdino foram levados ao plantão policial central de Osasco. Machado, preso em flagrante, foi reconhecido por Márcia e por uma outra testemunha do crime como sendo o homem que dominou o policial e sua amiga e matou o soldado.
Galdino foi autuado em flagrante sob a acusação de estar dando cobertura ao amigo. Segundo a polícia, o acusado acompanhou Machado em um Fiat 147 desde que ele entrou no Corsa do soldado. Nenhum deles quis dar entrevista. O soldado Ribeiro foi enterrado hoje no Cemitério Chora Menino, na zona norte de São Paulo.

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