Belém, 10 (AE) - Os 20 mil policiais civis e militares do Pará ameaçam entrar em greve se o governador Almir Gabriel (PSDB) não conceder imediatamante uma reposição de 63% nos salários.
Segundo o presidente da Associação de Delegados de Polícia (Adepol), Raimundo Benassuli, há cinco anos que os vencimentos tanto da Polícia Civil quanto da Militar vêm sendo corroídos pela inflação.
"A insatisfação é muito grande, mas o governo estadual, até agora, nada fez para repor as nossas perdas", diz Banessuli
informando que, se até quarta-feira (15), o secretário especial de Gestão do Governo, Sérgio Leão, não der resposta positiva às reivindicações dos policiais, eles irão paralisar as atividades por tempo indeterminado. A última greve conjunta da PM e da Polícia Civil foi em junho de 1997. Para acabar com o movimento, o governador concedeu um abono de 180 reais.
Na PM, o soldo de um soldado é de 61,59 reais, que, somado à gratificação e abono, alcança, 348 reais, um dos menores salários do País. Um escrivão da Polícia Civil tem um salário-base de 142,29 reais, mais gratificações e abono, perfazendo 528 reais. Hoje pela manhã, por conta da mobilização para a greve, o Comando da PM teria mandado prender o tenente Furtado. Ele é acusado de infringir normas regulamentares da corporação.

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