Curitiba - Um sargento do 20º Batalhão da Polícia Militar tumultuou a vida de seus familiares e vizinhos, no bairro Santa Terezinha, em Colombo (Região Metropolitana de Curitiba), na tarde de ontem. A primeira informação divulgada pelos policiais do Comando de Operações Especiais (Coe) da PM foi de que o 2º sargento Abimael Moraes havia tomado sua esposa, Denise Moraes, 37 anos, e seu filho, de 15 anos, como reféns em sua própria casa.
Segundo o comandante do 20º Batalhão, tenente-coronel Carlos Buhrer, que acompanhou toda negociação, o policial chegou a disparar um tiro para cima dentro de casa, logo que sua esposa chegou, por volta das 13h40. O mesmo coronel, após o desfecho do caso, por volta das 18 horas, quando o sargento se rendeu, afirmou que o policial não manteve mulher e filho como reféns. Ao invés disso, teria dado sinais de que tiraria a própria vida. ''Ele não fez ninguém de refém. A mulher, logo que ele disparou a arma, saiu da casa e o menino estava na casa da avó'', disse Buhrer.
Enquanto seu comandante dava entrevistas, o sargento entrou em uma ambulância, estacionada na porta de sua casa, e não falou com ninguém. Denise comentou, ao fim do caso, que seu marido não estava bem e, quando percebeu, teria ligado para a PM.
Buhrer explicou que o sargento estaria com depressão. O policial teria brigado com a esposa no Natal e passariam por um processo de pré-separação. Além de ter perdido a mãe, há dois meses, o irmão do sargento teria sofrido um acidente sério e sua esposa estaria com câncer. ''Ele dizia que a vida não fazia mais sentido. Ele estava perdendo a família. Disse várias coisas que levaram a polícia a achar que se mataria'', afirmou o tenente-coronel.
Para a vizinhança, o sargento nunca levou problemas. ''Ele era uma excelente pessoa. No dia do Ano Novo parecia meio triste. Acho que precisava mesmo de um atendimento médico'', contou Maria Corrêa, vizinha do policial há 13 anos.

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