Policial atingido por tiros durante rebelião em Foz morre
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segunda-feira, 22 de novembro de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 22 (AE) - O policial civil Valdemir Neves, de 39 anos, não resistiu aos ferimentos recebidos durante rebelião na cadeia pública de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, na quinta-feira, e morreu domingo por volta das 22 horas. Ele tinha recebido quatro tiros e vinha respirando com o auxílio de aparelhos. O corpo foi sepultado hoje, em Ponta Grossa. O policial Olavo Pires de Matos Filho, de 30 anos, suspeito de ter facilitado a entrada de uma arma na cadeia, foi preso e transferido para Curitiba.
A rebelião começou por volta das 7 horas da manhã, quando Neves subiu para as celas superiores. Ele foi recebido com tiros pelos presos. Quando outros policiais chegaram, os presos estavam forçando a porta para fugir. Iniciou-se uma troca de tiros, que durou cerca de duas horas, até que a munição dos presos acabou. Os detentos, então, colocaram fogo nos colchões e destruíram várias celas.
Os policiais aproveitaram a fumaça que tomou conta do prédio para jogar bombas de efeito moral e invadir a unidade colocando fim à rebelião. Uma pistola 9 milímetros, que teria entrado na cadeia dentro de um frango congelado, durante o plantão do policial Matos Filho, foi encontrada na revista. A superlotação da cadeia foi apontada como causa da rebelião. Com capacidade para 168 presos, a cadeia tinha 408 no momento da confusão.


