Policial afirma que motorista negligente deixa contêiner solto
Luciana Pombo
De Curitiba
A queda do contêiner de um caminhão da transportadora Costa Sul, de Paranaguá, sobre um ônibus da empresa Viação Itapemirim, na BR-116, no município de Miracatu (SP), retoma as discussões sobre a fiscalização das cargas nas rodovias. Atualmente, as polícias rodoviárias Estadual e Federal são as responsáveis pela verificação. Quando fazemos uma operação para verificação de documentos, aproveitamos para verificar a segurança da carga, explicou Saint Clair Bierdermann, chefe da equipe do Posto da Polícia Rodoviária Federal da BR-277, sentido CuritibaParanaguá.
Os contêineres possuem travas de segurança nos quatro cantos do caminhão e que precisam estar devidamente ativadas. Algumas travas com a trepidação na pista acabam se soltando. Outras vezes, o motorista tem preguiça de prender todos os dispositivos, o que aumenta o risco de acidente, afirmou Bierdermann. Todos os caminhões que carregam contêiner precisam ter o aval do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) e conter, na documentação, o título de carga semi-reboque contêiner. Não podemos vetar um tipo de trava. Podemos apenas apreender os caminhões que estiverem irregulares, com alguma das travas solta, declarou.
A verificação é rotineira, mas raramente são notificados caminhões irregulares. A gente pega um em cada um milhão, afirmou ele. Os patrulheiros fizeram ontem uma fiscalização de rotina em diversos caminhões que estavam indo em direção a Paranaguá. Nenhum estava irregular. O motorista Jeremias Ferreira da Silva, de 42 anos, disse que trabalha com contêiner há oito anos e nunca sofreu qualquer tipo de acidente. Todo cuidado é pouco, salientou. Arquimedes Domingos de Silva, 40 anos, disse que verifica a carga em várias paradas durante o trajeto. Tem que caprichar bem. Tenho amor à minha vida e não posso brincar com a vida dos outros, comentou.
O policial disse que o ideal é fazer a fiscalização em Paranaguá, no litoral do Estado. Os caminhoneiros circulam livremente por lá, sem prender a carga. Eles sempre acham que não vai acontecer nada e que o trajeto é curto. Até que um dia aconteça, alertou. O motorista Arquimedes de Silva concorda: A gente vê cada coisa no Porto de Paranaguá. Não dá para acreditar no relaxo de alguns caminhoneiros.





