Policiais serão indiciados por tráfico
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sábado, 13 de dezembro de 2003
Agência Estado 
Foz do Iguaçu - Os policiais presos por cobrar propina para liberar ônibus com contrabando do Paraguai, em Foz do Iguaçu, serão denunciados também por tráfico de drogas. Segundo o delegado da Polícia Federal Algacir Miklovski, que preside o inquérito, em vários ônibus liberados pelo esquema foram apreendidos maconha, haxixe e cocaína. ''Os traficantes aproveitavam o trânsito livre para incluir as drogas entre as mercadorias'', explicou.
Segundo ele, as principais provas do tráfico são os flagrantes de apreensão das drogas já enviados à PF e as fitas de vídeo que mostram os mesmos ônibus passando livremente pelos postos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) onde estavam lotados os policiais acusados. Os veículos foram interceptados em rodovias de São Paulo, Goiás e Rio de Janeiro. Um ônibus liberado pelos policiais foi parado em Maringá e tinha uma quantidade significativa de haxixe, segundo o delegado. Ele acredita que o esquema também possibilitou o tráfico de armas e animais silvestres. ''Os policiais não podem alegar que não sabiam desses crimes.''
Miklovski presidiu a operação Trânsito Livre que resultou, na última terça-feira, na prisão de 39 policiais rodoviários, 1 policial civil e 11 intermediários envolvidos no esquema. A cobrança de propinas para liberar os ônibus com contrabando rendia cerca de R$ 1 milhão por mês.
O dinheiro era rateado entre os 55 integrantes quatro intermediários que agiam como batedores estão foragidos. Ontem, o delegado apreendeu mais R$ 16.300,00 e US$ 971,00, além de 4 mil guaranis e 35 pesos argentinos, que estavam na casa de um policial. Ao todo, foram apreendidos mais de R$ 50 mil.
O 40º policial procurado, o rodoviário Ademir Agostinho de Campos, iria apresentar-se ontem. Doze policiais acusados já foram ouvidos na Delegacia da PF de Foz do Iguaçu.


