Curitiba - Aproximadamente 100 policiais rodoviários federais se mobilizaram ontem no Paraná para reivindicar melhores condições de trabalho, contratação e pessoal e 22% de reposição salarial. A Operação Colina, ocorrida em vários Estados e idealizada pela Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (Fenaprf), foi batizada em referência ao grupo guerrilheiro ao qual a presidente Dilma Rousseff integrou entre as décadas de 1960 e 1970. Ontem, os policiais usaram uma fita branca no braço indicando que o movimento é pacífico.
Os policiais promoveram fiscalização intensiva em três rodovias (BR-369 - Londrina, Curitiba - BR-116 e na Ponte da Amizade - Foz do Iguaçu). O protesto, que terminou no início da tarde, causou um congestionamento de até 17 quilômetros nos dois sentidos da BR-116.
Em Londrina, a fila chegou a três quilômetros. O alvo da fiscalização foram os caminhões. Dezenove motoristas foram autuados por irregularidades e um foi preso. O homem de 47 anos portava habilitação falsa. Ele transportava uma carga de açúcar refinado de Junqueirópolis, interior paulista, para Londrina. O caminhoneiro foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal.
Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no (Sinprf-PR), Ismael de Oliveira, a categoria está há quatro anos sem readequação salarial. Há dois anos os agentes tentam negociar com o governo, mas nunca obtiveram uma resposta.
''Existem 4 mil cargos vagos em todo o País. Nosso efetivo é pequeno e no Paraná há uma defasagem de 50% em relação aos 600 profissionais já existentes. Precisamos de uma resposta que ainda não foi dada pelo governo'', reclamou. Os policiais apresentaram indicativo de greve para o próximo dia 20.
O Departamento da Polícia Rodoviária Federal (DPRF), em Brasília, informou que o órgão não iria se manifestar sobre a manifestação promovida pelos agentes em todo o País. Já a assessoria do Ministério do Planejamento informou que, assim como os demais servidores públicos federais, a partir da próxima segunda serão realizadas reuniões com os representantes de cada categoria em Brasília, para analisar as reivindicações.(Colaborou Danilo Marconi/Reportagem Local)

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