O Ministério Público e a Subcorregedoria da Polícia Militar prenderam nesta segunda-feira (9) o 16º policial rodoviário estadual suspeito de receber propina para autorizar a passagem de veículos que transportavam mercadorias estrangeiras sem o pagamento de impostos no Noroeste do Paraná. Foi a segunda fase da Operação Força e Honra. Um levantamento inicial mostrou que os agentes podem ter faturado cerca de R$ 6 milhões com o esquema.

De acordo com o MP, os policiais ficavam com parte dos produtos quando a propina não era paga e revendiam as mercadorias
De acordo com o MP, os policiais ficavam com parte dos produtos quando a propina não era paga e revendiam as mercadorias | Foto: Fábio Alcover/12-10-2015

Para os promotores, o montante é incompatível com os salários dos policiais rodoviários. O último servidor a ser preso era de Jussara, mas trabalhava no posto de Cianorte. Ele também é investigado por possível envolvimento com o tráfico de drogas. Na casa dele, foram apreendidos mais de dois quilos de cocaína e um de haxixe. As drogas teriam sido desviadas durante duas apreensões de cargas de entorpecentes.

De acordo com o MP, os policiais ficavam com parte dos produtos quando a propina não era paga e revendiam as mercadorias para empresas especializadas no comércio de equipamentos eletrônicos, além de outros segmentos. Os suspeitos estão presos no Batalhão de Polícia Militar de Guarda em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba) e podem responder por concussão, corrupção passiva, peculato, prevaricação, falsidade ideológica, lavagem de ativos e eventual receptação realizados por organização criminosa.

Até o então comandante da Polícia Rodoviária Estadual de Maringá, capitão Rodrigo dos Santos Pereira, foi detido na primeira fase da operação. O advogado dele, Cláudio Dalledone, disse à FOLHA "que tudo, por enquanto, não passa de especulação. O devido processo legal vai dizer se ele é culpado ou inocente. Precisamos ter cuidado para não assassinar reputações".

O Ministério Público também apura o suposto favorecimento na indicação de agentes para trabalhar nos postos de fiscalização da PRE em troca das gratificações irregulares. As investigações começaram em agosto do ano passado.

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