Curitiba - Os policiais militares e civis, presos anteontem na região Oeste durante operação Forças Unidas realizada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com a Secretaria de Estado da Segurança Pública, foram transferidos para Curitiba. Além de responderem no inquérito instaurado pela PF, em Maringá, eles serão submetidos a procedimentos administrativos pelas próprias instituições policiais. Eles são suspeitos de envolvimento com uma quadrilha, que praticava crimes de contrabando, descaminho e tráfico de drogas.
Ao todo, a Justiça Federal de Umuarama -de onde partiram as investigações- havia expedido 50 mandados de prisão, dos quais 47 foram cumpridos na terça-feira. A Folha apurou que, ontem, um dos três mandados ainda pendentes foi cumprido. Seria, também, de um policial militar que, segundo a assessoria de imprensa da PF, apresentou-se voluntariamente. Duas pessoas ainda estavam foragidas, até o final da tarde de ontem: o empresário, dono de uma revenda de veículos em Umuarama, e um contrabandista.
Dos presos, 36 são policiais militares (cinco oficiais) e seis civis (dois delegados). Duas outras pessoas que haviam sido contabilizadas como policiais civis, durante o anúncio do resultado da operação, são, na verdade, servidores públicos municipais cedidos ao Estado e que atuavam em delegacias. Segundo a assessoria de imprensa da PF, não serão divulgadas informações sobre o caso, no decorrer das investigações.

mockup