Curitiba - O ''sim'' do comando nacional de greve dos bancários à nova proposta de reajuste salarial da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não esfriou os ânimos, nem a articulação do movimento, em Curitiba. Uma manifestação, na manhã de ontem, na agência Palácio Avenida, do HSBC, acabou com a intervenção da Polícia Militar (PM) e a prisão do diretor do Sindicato dos Bancários, Roberto von der Osten.
No início da noite de ontem, os bancários de Curitiba decidiriam se acatavam a orientação do comando nacional de greve de aceitar a proposta e pôr fim à paralisação, iniciada no último dia 6. Segundo informações do sindicato, ontem, 50 agências e cinco centros administrativos da Capital e região metropolitana mantinham a adesão ao movimento.
De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicato dos Bancários do Paraná, a confusão na agência do HSBC aconteceu porque a polícia não teria respeitado o amparo legal de uma liminar, que garantia aos bancários exercer o direito de greve. Osten foi levado para a carceragem da Central de Polícia, sendo liberado depois de assinar termo circunstanciado.
A assessoria da PM alegou que os policiais foram acionados por um oficial de Justiça para desobstrução do acesso à agência bancária e que a prisão se deu por desobediência, desacato e agressão. Osten, segundo a PM, teria dado um tapa no rosto de um policial.
Outro fato que esquentou o provável último dia de paralisação foi a vistoria feita por auditores fiscais da Delegacia Regional do Trabalho do Paraná (DRT-PR) no centro de serviços do Banco HSBC da Vila Hauer. A DRT havia recebido denúncia do Sindicato dos Bancários de que funcionários estariam dormindo no local de trabalho. Segundo a DRT, foram encontrados colchões, cobertores e malas, o que para os fiscais são indícios de que a denúncia tem fundamento.

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