Barueri, SP, 20 (AE) Policiais prenderam no começo da noite de ontem (10), em Barueri, na Grande São Paulo, quatro jovens - duas garotas e dois rapazes - acusados do assassinato do professor alemão Bernd Hans Dieter Tubbicke, de 43 anos. Ele vivia no Brasil havia 11 anos e foi vítima de um sequestro relâmpago, pouco depois da meia-noite de domingo (17). N.M.R., de 15 anos, Demis Mário Azevedo, de 22, a estudante D.C.A., também de 15, e Patrícia Aparecida Mazaro, de 25, estão detidos.
Os dois maiores foram indiciados por latrocínio (roubo seguido de morte), formação de quadrilha, ocultação de cadáver e resistência à prisão. O acusado Fábio Pereira de Magalhães, de 23 anos, que estava com o grupo, conseguiu fugir após uma troca de tiros com policiais e está sendo procurado.
Azevedo foi ferido de raspão nas nádegas. Ele é o único do grupo que tinha passagem pela polícia. Tubbicke estava sendo procurado desde domingo, quando a namorada dele, a terapeuta ocupacional Solange Augusto, de 28 anos, comunicou o desaparecimento. Ele saiu de sua casa por volta das 23h30 de sábado (16) para comprar cigarros, quando foi abordado por três rapazes, que roubaram os 20 reais que o professor tinha no bolso. Insatisfeitos, eles levaram-no no Monza branco de placa CIC-8082, do professor, para fazer saque num caixa eletrônico. Na conta, porém, só havia 5 reais, o que os irritou.
Normalmente calado, o professor teria preferido não responder a nenhuma pergunta dos assaltantes, o que os teria deixado ainda mais nervosos.
- Ainda no carro, os criminosos decidiram assassinar Tubbicke. Afastaram-se do centro de Barueri, onde o alemão morava, e foram em direção à Estrada do Autos. Lá, obrigaram o professor a andar por um lixão. Quando ele se afastou poucos metros, começaram a atirar. Na delegacia, N.M.R. e Azevedo contaram aos policiais que cada um disparou cerca de três tiros contra a vítima.
O primeiro, que o atingiu na cabeça, foi dado pelo menor. Na tentativa de esconder o crime, eles puseram pedaços de madeira sobre o corpo. De acordo com o delegado Paulo Roberto Pimentel Viesi, que acompanha o caso, o grupo usou o Monza para realizar cerca de outros dez sequestros na região. No interior do carro, foram localizados relógios e jóias, possivelmente roubados.
Os dois presos afirmaram que as moças são inocentes e só tinham pego carona, pouco antes de o carro ser parado pelos policiais. "Elas não têm nada com a história", afirmou Azevedo. "Estou arrependido; não sei o que acontece com a gente às vezes", disse. "Queria poder voltar no tempo."

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