Policiais participam de simulação
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quinta-feira, 18 de março de 2010
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Alunos da Escola Superior de Polícia Civil do Paraná experimentam, na prática, como é estar em uma investigação criminal. Desde o começo do ano, uma parceria com a Faculdade de Artes do Paraná (FAP) leva à escola atores profissionais que simulam casos reais já resolvidos e testam as aptidões dos estudantes que, em breve, serão colocadas à prova no exercício da profissão.
''As aulas trazem um resultado efetivo porque, além de aproximar a teoria da prática, elas permitem que o aluno conheça melhor as suas próprias aptidões e entenda o trabalho dos colegas dentro da delegacia. Isso é muito importante no trabalho de inteligência da polícia'', explicou Haydée Caruso, assessora da Secretaria Nacional da Segurança Pública, que esteve ontem em Curitiba. A ideia, segundo ela, é divulgar a metodologia para os demais Estados.
Nos primeiros treinamentos, as situações envolvem crimes contra o partimônio, furtos e drogas. Mais próximo da formatura, as encenações são de assassinatos e sequestros. ''O ator entra no personagem e instiga o aluno a se portar como em uma ocorrência real. A atividade ajuda a desenvolver a vocação'', afirma o diretor da ESPC, delegado Newton Rocha. Ele também considera benéfico quando um aluno descobre nas aulas práticas que não tem aptidão para a profissão.
As equipes para desvendar os crimes têm cerca de 15 participantes. Os alunos se revezam nas funções de escrivão, investigador, perito, papiloscopista e delegado. Os cinco atores profissionais contratados se preparam com base nas informações recebidas das delegacias. A verossimilhança das cenas é de impressionar. Maquiagem pesada, sangue simulado com glucose e anilina e papelotes de cocaína feitos com farinha.
A reportagem acompanhou, ontem, uma aula de delegacia laboratório. Os alunos demonstraram despreparo ao cometer erros básicos - como passar pela cena do crime com a viatura. Segundo a coordenadora do curso, delegada Vanessa Alice, a justificativa para o nervosismo além do normal foi a presença da imprensa. Os 170 alunos se formam no dia 29 de março e serão investigadores em delegacias de todo o Paraná.


