Policiais negam ter participado de chacina
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terça-feira, 24 de novembro de 1998
Agência Estado 
Os dez policiais militares acusados de ter participado da Chacina de Vigário Geral, que começaram a ser julgados ontem, no 2 º Tribunal do Júri do Rio, alegaram inocência. Uma parte do grupo disse ao juiz José Antônio Geraldo que na hora do crime estava trabalhando. E parte dos acusados afirmou que se encontrava em casa, com a família.
A Chacina de Vigário Geral ocorreu em 30 de agosto de 1993. Foram assassinadas 21 pessoas. Até o fim da tarde, seis dos dez réus já tinham sido ouvidos pelo juiz.
Hoje a audiência deverá começar às 13 horas com a leitura de peças do processo. A previsão é de que o julgamento se prolongue por uma semana.
Segurança - Ontem, a sessão começou com uma hora e meia de atraso, no Tribunal de Justiça do Rio, no centro. Uma das principais testemunhas de defesa, o ex-informante da polícia Ivan Custódio de Lima, chegou cercado por 12 policiais do Batalhão de Choque da PM. Quatro seguranças judiciários ficaram na entrada do 2º Tribunal para garantir a audiência.
O ex-soldado Carlos Teixeira, de 35 anos, foi o primeiro a ser ouvido pelo juiz. Teixeira disse que estava em casa com a mulher, a sogra e o filho de 2 anos, na madrugada da chacina. O mesmo álibi foi usado pelos ex-PM Sérgio Cerqueira Borges, de 36 anos, o Borjão. Na noite do crime estava com a minha família, afirmou.


