Policiais da DAS (Delegacia Anti-Sequestro) libertaram ontem de madrugada a empresária Luzia Salvini, 76, sequestrada na segunda-feira passada em Petrópolis (a 66 km do Rio). O cativeiro de Luzia Salvini estava instalado numa casa na estrada do Guandu, em Bangu (zona oeste do Rio). O local foi invadido por cerca de 50 policiais às 4 horas. A empresária estava sozinha com um dos sequestradores.
O delegado Marcos Reimão, titular da DAS, disse que o sequestrador, identificado como Luís Henrique Leandro de Oliveira, 29, reagiu a tiros à chegada dos policiais e foi morto. A família de Luzia Salvini, uma das mais tradicionais de Petrópolis, é proprietária da empresa de ônibus Cidade das Hortênsias e da transportadora Transalvini.
Segundo Reimão, as investigações realizadas até agora indicam que os sequestradores da empresária atuam em Petrópolis. A polícia chegou ao cativeiro graças a um telefonema do Disque-Denúncia, o serviço de informações anônimas da Secretaria de Segurança Pública. Os sequestradores pediram um resgate de R$ 900 mil, que não chegou a ser pago, segundo os policiais.
Antes de prestar depoimento na DAS, Luzia Salvini disse à reportagem que pelo menos três sequestradores circulavam pelo cativeiro, sempre usando máscaras. Quando a polícia chegou ao local, ela estava dormindo, sob efeito de calmantes.
Luzia Salvini foi sequestrada quando saía da casa dos filhos, ao lado da garagem da empresa, em Petrópolis. Ela foi colocada na mala de um carro. Salvini disse que, no cativeiro, ouvia muito barulho e vozes de crianças. ‘‘Eu rezava muito o tempo todo e pedia a Deus que acalmasse os sequestradores’’.

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