Policiais federais vão manter 'operação sem padrão'
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terça-feira, 21 de agosto de 2012
Aline Vilalva e Rubens Chueire Jr. <br> Reportagem Local 
Curitiba - Mesmo com o anúncio de corte nos pontos dos agentes da Polícia Federal (PF) que estão participando da chamada ''operação sem padrão'', a categoria informou que a mobilização continua nos aeroportos, portos e fronteiras de todo o País.
Ontem, o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Paraná (Sinpef-PR), Fernando Augusto Vicentine, afirmou que já estão sendo tomadas medidas jurídicas sobre a questão.
A determinação de corte de ponto foi anunciada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Num memorando divulgado na segunda-feira, Cardozo determinou que o chefe da PF, Leandro Daiello, entregue um relatório com a ''verificação dos servidores que efetivamente não prestaram serviço em decorrência de paralisação ou greve, para fins de anotação administrativa das respectivas ausências''.
''É uma greve legal e também estamos cumprindo a decisão do STJ que proibiu a realização de operações-padrão. Apenas 10% do efetivo está atuando nos aeroportos e nas fronteiras, por exemplo. Na capital, promovemos uma manifestação na superintendência do órgão, e não estamos fazendo nada ilegal que justifique a decisão do governo'', argumentou Vicentine.
O Sinpef-PR também lembrou que a categoria não tem recomposição salarial desde 2006, está com falta de efetivo para controlar fronteiras e aeroportos e pede a substituição do diretor-geral da PF. Representantes dos policiais federais tinham um encontro agendado com o Ministério do Planejamento na noite de ontem, mas que acabou sendo remarcado para amanhã.
Em Londrina, os servidores públicos federais devem participar de um ato público amanhã, no Calçadão. O protesto será realizado das 9h30 às 12 horas, com o objetivo de apresentar à população as reivindicações das categorias.
''Queremos mostrar os nossos motivos para a sociedade e tentar receber o apoio dela. Vamos esclarecer que tentamos negociar antes de nos mobilizarmos, mas não tivemos resultado porque faltou sensibilidade do governo para atender as reivindicações'', declarou Maurício Barros, do comando da greve local do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência Social e Ação Social do Estado do Paraná (Sindprevs-PR).


