Curitiba - Delegados, peritos e servidores administrativos da Polícia Federal promoveram ontem um ato em todos os Estados e no Distrito Federal (DF) para chamar a atenção para as reivindicações da categoria (reajuste salarial e melhoria da estrutura do órgão) e, segundo eles, para alertar sobre o descaso do governo com a instituição.
Os profissionais realizaram a campanha ''A Polícia Federal dá o sangue pelo Brasil, mas o Governo não reconhece'', durante todo o dia de ontem, e doaram sangue em diversos hemocentros. No Paraná, as ações se concentraram na capital.
O ato faz parte do calendário de atividades do Mude PF (Movimento Unido em Defesa da Polícia Federal). As entidades classistas integrantes do Mude PF - Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SINPECPF) e Federação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (Fenadepol), participaram da mobilização.
Segundo o delegado da PF e diretor da ADPF, Gastão Schefer Neto, a Polícia Federal está com os salários defasados há seis anos, sendo que nem mesmo tem a reposição da inflação. ''Enquanto outras categorias, como a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), teve mais de 400% de aumento e o governo triplicou a sua arrecadação nesse período, os policiais federais estão com o mesmo salário'', disse. ''Estava prevista para acontecer uma mobilização durante a Rio + 20, porém o governo pediu um voto de confiança. Agora, simplesmente não se abre a negociação'', completou o delegado.
Ele ainda destaca que a ação visa mostrar os problemas enfrentados pelo órgão. ''Outra grande luta da categoria é evitar o sucateamento da instituição que presta serviços importantes à sociedade, já que combatemos o crime organizado e a corrupção'', destacou.
O delegado Schefer fez questão de ressaltar que, a princípio, não está prevista uma paralisação da categoria. O Ministério do Planejamento informou que as pautas de reivindicações dos sindicatos ligados aos policiais federais e aos demais sindicatos de servidores federais estão em análise. A expectativa, segundo o órgão, é dar uma resposta até o dia 31 deste mês.

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