Policiais Federais radicalizam movimento
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quinta-feira, 29 de abril de 2004
Silvana Leãoe Maria Duarte<br>Reportagem Local 
Agentes, papiloscopistas e escrivães da Polícia Federal de Londrina, em greve desde o dia 9 de março, devem iniciam a partir de hoje a paralisação total dos serviços. ''A partir de amanhã (hoje) será suspenso todo o atendimento ao público e serviço de carceragem. Até agora estávamos obedecendo a lei e fazendo os serviços essenciais, mas agora estamos entregando a delegacia e o delegado decidirá o que fazer'', informou ontem o agente Valter Fior, delegado regional do Sindicato Nacional dos Policiais Federais (Sintef) no Estado do Paraná.
Atualmente há 13 presos na delegacia local. No final da tarde de ontem o delegado-chefe da Polícia Federal em Londrina, Sandro Roberto Viana dos Santos, informou que ainda não havia recebido nenhum comunicado oficial sobre a decisão, e que, portanto, ainda não podia dar declarações sobre o assunto.
A Polícia Federal em Curitiba comunicou que o atendimento a estrangeiros e ao público no que se refere a passaportes só será realizado na Superintendência Regional da PF no Paraná, na Rua Ubaldino do Amaral, bairro Alto da Glória.
No início da noite de ontem, a telefonista da superintendência na PF disse que não podia informar se alguém estava vigiando os presos. Fonte da Folha afirmou que, em Curitiba, apenas os delegados devem atender no setor de estrangeiros.
Em Foz do Iguaçu, 30% do efetivo estão trabalhando em um esquema de rodízio.
Assembléia geral, realizada ontem à tarde em Brasília decidiu manter o movimento que hoje completa 53 dias. Francisco Garisto, presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), disse que os grevistas não vão ceder em nada e partirão para o que chama de radicalização legal. Nos portos e aeroportos, por exemplo, os serviços são mantidos normalmente, mas só com os 30 por cento do contingente local, como manda a lei.
Para ele, os policiais não têm mais nada a perder e o movimento ganha nova força, mesmo com os dias parados sendo descontados como faltas. O presidente da Fenapef, lamentou que o governo tenha resolvido entregar o caso à Justiça.
Segundo o presidente, só em São Paulo a greve foi declarada ilegal, e que no Rio Grande do Sul e no Distrito Federal a decisão foi a favor da federação. (Com Agência Brasil)


