Policiais federais querem equiparação salarial
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terça-feira, 14 de julho de 2009
Mariana Guerin<BR>Reportagem Local 
Londrina - Policiais federais realizaram atos públicos em várias cidades do País para pedir a reestruturação da carreira. Em Londrina, 66 policiais pararam por uma hora, na sede da Polícia Federal para reivindicar, além de equiparação salarial, a aprovação da lei orgânica da PF.
Segundo o agente Rogério Carlos Dias, 40% dos policiais federais brasileiros, cerca de 4 mil trabalhadores, estão enquadrados, hoje, na terceira classe, denominação criada há cinco anos pelo Ministério do Planejamento, após o último concurso público para a contratação de funcionários.
Policiais recém-contratados estão ganhando de 15% a 30% menos que os cargos de segunda classe, informou Dias, reforçando que a paralisação de ontem pedia a extinção da terceira classe e que delegados, peritos, agentes, escrivães e papiloscopistas passem a ganhar como policiais de segunda classe. Esta terceira classe foi criada depois da publicação do edital do concurso, limitando o salário dos novos contratados, avisou o agente.
Conforme o escrivão Flavio Henrique Rossi Uliano, outro ponto reivindicado durante o ato público é a aprovação da lei orgânica da Polícia Federal, que hoje trabalha sem regulamentação própria. Precisamos de uma legislação que delimite atribuições, nos dê segurança para trabalhar e estruture a carreira do policial federal, alegou o escrivão.
Ainda segundo ele, a criação da lei orgânica já vem sendo debatida há dez anos. No ano passado, o diretor geral da PF no País, Luiz Fernando Correia, reiniciou os debates, com a criação de grupos de discussão que contaram com a participação de entidades de classe.
Um esboço da lei foi encaminhado ao Ministério da Justiça para que fossem propostas modificações e em seguida foi apresentado ao Departamento de Polícia Federal, que reencaminhou o projeto para o Ministério do Planejamento, para análises e reajustes, explicou Uliano.


