Curitiba - Policiais federais realizaram ontem um protesto contra a tramitação no Congresso Nacional da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 549. A categoria promoveu uma paralisação de 24 horas em todo o país contra a proposta. O texto da PEC prevê a inclusão da carreira de delegado de polícia entre as carreiras jurídicas do serviço público e determina a isonomia entre esses cargos e os do Ministério Público.
''Somos contra a PEC porque entendemos que a constituição de uma polícia competente passa pela valorização de todos os cargos da instituição'', afirmou o presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Estado do Paraná (Sinpef-PR), Silvio Renato Fernandes Jardim. Os policiais federais ficaram o dia todo reunidos na sede da corporação, no bairro Santa Cândida, em Curitiba.
Segundo Jardim, apesar da paralisação, casos urgentes continuaram a ser atendidos normalmente. ''O atendimento à população também foi mantido'', afirmou. A manifestação contou com o apoio de membros da Polícia Civil do Paraná. ''Não tivemos tempo para convocar uma assembléia e deflagrar a paralisação, mas estamos apoiando o movimento'', explicou o investigador Eyrimar Bortot,
''O que defendemos é a criação de carreiras nas políciais judiciárias - federal e civil - para que exista a possibilidade de ascensão dentro das organizações'', disse. Segundo Bortot, atualmente quem entra para a Polícia só pode mudar de cargo via concurso público. ''Isso desmotiva o policial e contribuiu para que exista uma subutilização de pessoal qualificado'', avaliou.
O protesto teve a adesão de policiais federais em 22 Estados e no Distrito Federal acompanhados de policiais civis de seis Estados. Segundo a Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), cerca de 10 mil policiais federais pararam no país (cerca de 80% do efetivo).

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