Curitiba - Policiais federais de todo o Estado fizeram uma paralisação de 24 horas, ontem. O protesto foi promovido pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). A principal reivindicação da categoria é a reestruturação da carreira, o que inclui a reposição das perdas salariais desde 2006.
Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Paraná (Sinpef-PR), Silvio Renato Jardim, uma reunião específica para tratar dessas reinvindicações foi agendada para o próximo dia 23. Caso os policiais não recebam uma resposta positiva, as chances de greve são altas. ''A categoria está muito insatisfeita. No Paraná a adesão é total''. São cerca 800 policiais federais nas oito unidades do Estado.
Os serviços essenciais, como guarda da carceragem, fiscalização de aeroportos e fronteiras, plantão e passaportes emergenciais, foram mantidos.
Na delegacia da Polícia Federal (PF) em Londrina a adesão ao protesto foi total. Segundo o representante do Sindicato dos Policiais Federais do Estado do Paraná (Sinpef), Flávio Henrique Rossi Uliano, serviços como a emissão de passaporte e porte de arma, fiscalizações e investigações foram interrompidos às 11 horas e serão retomados hoje, a partir das oito horas. A delegacia de Londrina conta com 70 policiais federais. De acordo com Uliano, apenas no setor de passaportes são atendidas 70 pessoas diariamente.
Atualmente, o salário inicial de um policial federal é de R$ 7 mil.
Em Foz do Iguaçu, a maior delegacia da PF do Brasil, os servidores realizaram operação padrão na Ponte da Amizade e na Tancredo Neves. ''Deslocamos funcionários do setor administrativo para os postos de fiscalização e abordamos cerca de 40 mil pessoas. No aeroporto o trabalho foi normal'', informou Bibiana Orsi, da liderança do movimento. A delegacia de Foz possui 225 policiais, entre delegado, agentes, escrivães e peritos.(Colaborou Caroline Vicentini)

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