Curitiba - Policiais federais de todo o País paralisaram suas atividades às 18 horas de ontem e prometem seguir em greve até sexta-feira por conta do descumprimento de acordo assinado no final da greve de 2012. Em protesto na frente da sede da PF em Curitiba, os agentes federais lembraram que o governo federal prometeu a modernização da carreira na PF e o reconhecimento das atividades realizadas por todos servidores. Mas o estopim da greve é a Medida Provisória 657, que reorganiza a carreira da PF estabelecendo benefícios para os delegados, como a transformação do cargo de diretor-geral da Polícia Federal em função exclusiva de delegados de classe especial.
Nos corredores da PF, a medida provisória é chamada de "MP da Chantagem". O motivo é a sua publicação na semana em que ocorreram os vazamentos do escândalo da Petrobras. A MP não reconhece os demais policiais, investigadores ou peritos, como autoridades competentes, e cria um status político para o cargo de delegado.
Segundo Jones Borges Leal, presidente da Federação dos Policiais Federais, "essa medida provisória 657, ao invés de reconhecer os avanços da PF dos últimos anos, volta no tempo para criar um cargo político dentro da polícia, tornando o órgão mais dividido e burocrático".
O Sindicato dos Policiais Federais no Paraná garante que todos os serviços de atendimento ao público não serão prejudicados durante a greve. Serão mantidos os quantitativos legais (mínimo 30% de profissionais trabalhando) e continuarão funcionando os serviços de visto e emissão de passaporte.

mockup