Curitiba - Policiais federais do Paraná cruzaram os braços ontem em protesto pela reestruturação das carreiras de agentes, escrivães e papiloscopistas. Apesar da manifestação de 24 horas, foi mantido pelo menos 30% dos serviços em cada uma das unidades do Estado. Conforme o Sindicato dos Policiais Federais do Paraná (Sinpef-PR), atendimentos relacionados a passaporte ou fiscalização foram realizados. A mobilização ocorre em meio à manifestação nacional e também reivindica melhores condições de trabalho, aumento no efetivo e reconhecimento de função de nível superior.
Em Curitiba, os policiais se reuniram na Superintendência da PF e depois seguiram para frente da Arena da Baixada, estádio que deve receber os jogos da Copa do Mundo. "Tem dinheiro público para a construção de novos estádios, mas e para a segurança pública? Existe um descaso com a instituição e com os agentes, por isso cobramos o governo federal", disse o presidente do Sinpef-PR, Fernando Vicentine. Depois, foram ao Aeroporto Afonso Pena.
Na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, os policiais trabalharam somente no setor de imigração. A fiscalização de pessoas e veículos foi suspensa. Já em Londrina os agentes se concentraram na sede da PF, na Rua Tietê, na área central da cidade. "Hoje estamos com 50 policiais, mas há 15 anos trabalhávamos com o dobro disso. Também temos problemas estruturais. Estamos há cinco anos negociando com o governo e cobramos uma resposta", afirmou o representante sindical do Sinpef-PR em Londrina, Flávio Henrique Rossi Uliano.
Tanto o Ministério da Justiça quanto o Departamento da Polícia Federal (DPF) informaram, por meio das assessorias, que não iriam se manifestar sobre o assunto.

mockup