Curitiba - Policiais federais em todo o País fizeram ontem uma paralisação de 24 horas, em protesto por melhores condições de trabalho. No Paraná, apenas 30% do efetivo de policiais foram mantidos em serviço. Houve protestos em Curitiba e Maringá durante a manhã. Em Londrina, os policiais apenas cruzaram os braços.
Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Estado do Paraná (Sinpef-pr), Fernando Vicentini, as investigações foram paralisadas com a manifestação, mas o atendimento nas delegacias e na superintendência foi mantido. Os policiais reclamam de assédio moral, defasagem salarial e falta de efetivo nas delegacias, aeroportos e fronteiras, além de falta de negociação por parte do governo.
Quanto à falta de efetivo, segundo o presidente do Sinpef, em todo o Brasil seria necessário ao menos o dobro de policiais para recompor o quadro de funcionários. "As condições de trabalho fazem com que haja evasão de 200 policiais por ano. Nem com concursos públicos isso poderá ser recomposto." A categoria ainda pede melhores instalações de fronteira no combate ao crime, reestruturação do departamento da PF, plano de carreira, amparo psicológico aos agentes, melhora na gestão de recursos humanos e valorização dos escrivães, papilocospistas e agentes.
Vicentini explica que há um indicativo de greve, que pode ser deflagrada caso o governo não retome as negociações com a categoria. Entretanto, não há como prever se essa greve pode ser deflagrada, segundo Vicentini. Uma reunião da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), em Brasília, no dia 12 de novembro.

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