Curitiba - Após 70 dias de paralisação, agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal decidiram ontem encerrar a greve. Em assembleias independentes, policiais de 22 Estados, incluindo do Paraná, e do Distrito Federal votaram pela volta ao trabalho já nesta terça-feira. Com essas votações, a maioria dos sindicatos já decidiu pelo fim da greve.
Mesmo com a paralisação suspensa, segundo o Sindicato dos Policiais Federais do Paraná (Sinpef-PR), os agentes iniciam a partir de amanhã um novo tipo de protesto. O presidente da entidade, Fernando Vicentine, diz que o fim da greve não significa o fim das manifestações. ''Não vamos fazer operações que coloquem em risco o policial'', declarou. A categoria vai iniciar a operação SOS Polícia Federal. Vicentine explica que a categoria não vai trabalhar além das 8 horas diárias, ou usar coletes ou viaturas em estado precário. ''Também não vamos fazer viagens sem que seja depositado anteriormente o dinheiro para as nossas despesas. Não vamos mais pagar para trabalhar.''
Os policiais mantêm as reivindicações do período de paralisação, como a reestruturação de carreira e aumento do salário-base da categoria, com equiparação dos vencimentos dos policiais ao salário de quem possui ensino superior completo.
De acordo com a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), a suspensão da greve ocorre por causa da falta de negociação entre o governo federal e a categoria. As conversas não avançaram e, segundo a Federação, a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que os grevistas teriam que manter 100% do efetivo no trabalho em portos, aeroportos e nas fronteiras prejudicou o andamento da greve.
Os grevistas da PF ficaram isolados depois que todas as outras categorias que também paralisaram suas atividades negociaram com o governo federal e encerraram suas respectivas greves. O funcionalismo federal fez, no primeiro semestre, uma onda de protestos.(Com Folhapress)

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