Curitiba- Os policiais federais do Paraná, em greve desde o dia 9, retomaram ontem a emissão de passaportes e a fiscalização nas fronteiras com o Paraguai e a Argentina, seguindo determinação do juiz Ricardo Rachid de Oliveira, da 2 Vara da Justiça Federal em Curitiba. Estão sendo mantidos os chamados serviços essenciais que vão desde a segurança de testemunhas ameaçadas e condução de presos por pedido judicial até carceragem e serviços de plantão. ''Estamos mantendo expediente normal nos serviços essenciais. Não queremos prejudicar a população'', disse ontem o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Paraná, Naziazeno Florentino dos Santos Júnior,
O esvaziamento de todos os setores administrativos e fiscalizatórios da Polícia Federal (PF) na semana passada, segundo ele, foi uma resposta à ameaça do Ministério da Justiça de cortar o salário dos profissionais pelos dias parados. ''A radicalização do movimento era apenas uma resposta do setor ao governo federal. Acho que conseguimos cumprir nosso objetivo de mostrar que estamos mobilizados e aguardando uma negociação com o Ministério da Justiça'', ponderou ele.
Hoje completam 61 dias que os 450 policiais federais (entre papiloscopistas, agentes e escrivães) estão em greve no Paraná. Com a decisão judicial, estão sendo mantidos três policiais federais nas fronteiras, dois nos aeroportos e dois no Porto de Paranaguá. Outros dois policiais federais ficam em esquema de plantão nas delegacias. Apenas a emissão de passaportes vai ser normalizada.
Em Londrina, os passaportes voltaram a ser emitidos mas em casos de urgência, previamente agendados, e com atendimento máximo de 20 pessoas por dia. ''Estamos cumprindo uma determinação judicial para que a greve não entre na ilegalidade'', disse o agente Valter Fior, delegado regional do Sindicato Nacional dos Policiais Federais (Sintef) no Estado do Paraná.
Um dos reflexos da greve, segundo o delegado-chefe da PF em Londrina, Sandro Viana dos Santos, foram as últimas apreensões de maconha feitas no Terminal Rodoviário pela Polícia Militar. ''Felizmente a PM está suprindo parcialmente essa lacuna (fiscalização), mas as investigações e processos operacionais estão paralisados'', afirmou. (Colaborou Chiara Papali)

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