Policiais federais em greve abandonam locais de trabalho
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de abril de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Cerca de 450 policiais federais (entre papiloscopistas, agentes e escrivães) resolveram que irão endurecer a paralisação no Paraná, que começou no último dia 9 de março. Desde anteontem, todos os pontos de trabalho foram liberados. Não estão sendo mantidos nem os 30% considerados como essenciais. ''Só vamos fazer o que for determinado pela Justiça. Por enquanto, como não tem determinação alguma, cruzamos os braços definitivamente'', justificou Naziazeno Florentino Júnior, presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal do Paraná.
Os presos que estavam na Polícia Federal (PF) de Curitiba foram transferidos para o Centro de Observação e Triagem (COT) da Prisão Provisória de Curitiba. No interior, onde existe preso, quem faz a guarda temporária é o próprio delegado ou o perito designado por ele (peritos e delegados não estão em greve). ''A adesão agora é de 100% da categoria'', informou Naziazeno. Peritos e delegados são responsáveis ainda pela emissão de passaportes e verificação de bagagens nos aeroportos. Ao todo, são 100 delegados e peritos no Paraná.
Os grevistas pedem adequação dos salários à lei federal 9.266. Eles ganham salário de nível médio e pleiteiam vencimentos de nível superior. Com gratificações, eles recebem R$ 4.199,00. Nível superior tem vencimento de R$ 7.788. O governo federal diz que não pode ajustar os salários da categoria em todo o Brasil (onde existem 8,4 mil policiais federais). Isso impactaria a folha de pagamento em R$ 600 milhões.


