Policiais e bombeiros encerram greve
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Alfredo Junqueira <br> <br> Agência Estado 
Rio - Bombeiros e policiais militares e civis do Rio decidiram na noite de segunda-feira encerrar a greve iniciada no fim da noite de quinta. Os poucos servidores que aderiram ao movimento voltariam ao trabalho à zero hora de ontem. A prioridade do movimento a partir de agora será a libertação dos PMs e bombeiros presos desde a semana passada no complexo penitenciário de Bangu, na Zona Oeste. Uma assembleia de avaliação será promovida após o carnaval, mas a retomada da greve está descartada.
O fim da greve foi anunciado após uma assembleia realizada a portas fechadas, na noite de segunda, na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social do Rio (Sindsprev-RJ), na Lapa, no Centro. Os grevistas temiam a prisão de mais militares e por isso designaram, para anunciar a decisão, as mulheres dos servidores presos em Bangu e o inspetor da Polícia Civil Fernando Bandeira, presidente do Sindicato de Policiais Civis do Rio (Sinpol).
Horas antes da decisão conjunta, integrantes do Sinpol já tinham decidido suspender a paralisação em caráter temporário até o fim do carnaval. Depois do feriado, uma nova assembleia definiria se a paralisação seria retomada.
A paralisação, que não chegou a completar quatro dias, não atingiu nenhum de seus objetivos. A principal exigência do movimento era a adoção de um piso salarial de R$ 3,5 mil. Com a pequena adesão, mesmo antes do fim do movimento a maior reivindicação passara a ser a libertação dos grevistas detidos.


