Rio, 16 (AE) - Policiais do Rio, Fortaleza e Curitiba começaram hoje a cruzar informações para saber se os assaltos a residências em capitais estão sendo praticados por uma única quadrilha, com ramificações em vários Estados, ou grupos independentes que agem simultaneamente. Só em janeiro foram assaltadas 129 residências no Rio. Em 1999, no mesmo período, ocorreram 83 roubos.
As investigações no Rio avançaram depois da prisão, ontem (15), em Copacabana, zona sul, de Maria Amélia da Silva Cunha, de 39 anos, que usava o nome de Sueli Oliveira Lima. Oitava integrante da quadrilha chefiada por Maurício Chaves da Silveira, o Mauricinho Botafogo, a ser detida, Maria Amélia é considerada uma peça-chave para esclarecer assaltos a edifícios de classe média e a várias residências de personalidades, como o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães, e o ex-governador do Estado Marcello Alencar.
Confissão - Maria Amélia confessou ter participado de assaltos em João Pessoa e Belo Horizonte. Em 1998, ela chegou a cumprir pena em Blumenau, mas conseguiu liberdade condicional no ano passado.
Hoje detetives de Fortaleza e Curitiba reuniram-se com os delegados Romen José Vieira e Fernando Paredes, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) do Rio durante todo o dia, mas os detalhes do encontro não foram divulgados. "Estamos apenas trocando informações", disse Vieira. Pela manhã, o delegado reuniu-se com o secretário de Segurança, coronel Josias Quintal, que pediu empenho nas investigações.

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