Policiais do PR reforçam segurança no Rio
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terça-feira, 05 de julho de 2016
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Até 18 de setembro, 250 policiais civis e militares do Paraná farão parte da Força Nacional convocada para garantir a segurança dos atletas durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio de Janeiro. Aproximadamente, 4,5 mil agentes de todos os Estados e 38 mil oficiais do Exército foram mobilizados. O efetivo do Paraná já está no Rio de Janeiro. No entanto, a redução provisória no número de servidores desagradou a Associação de Praças do Estado do Paraná e o Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná que representam parte da categoria.
Entre os policiais do Paraná selecionados para a ação estão integrantes do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) e do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), ambos da Polícia Civil. Da Polícia Militar foram escolhidos membros do Comando de Operações Especiais (COE) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Integrantes do Departamento de Inteligência do Paraná (Diep) também foram cedidos pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp).
Para o vice-presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol), Fábio Barddal Drummond, a medida é "tecnicamente inviável". "Nós não podemos concordar e aceitar esse deslocamento de recursos humanos. Já trabalhamos com restrição de pessoal gigantesca. A realidade no interior do Estado é ainda mais desesperadora. Deveria ter sido dada uma outra solução. Todos os Estados sofrem com a falta de segurança", criticou. Drummond lembrou as carceragens superlotadas nas delegacias e o acúmulo de função dos policiais. "Em várias cidades há falta de efetivo, há problemas nas escalas de plantão. Em vez de cumprir as 40 horas semanais, expressas na lei, tem policiais que fazem 56 horas ou até mais que isso. Com a ida de integrantes dos grupos especiais, toda e qualquer ação que envolva reféns, por exemplo, pode ficar comprometida", argumentou.
O presidente da Associação de Praças do Estado do Paraná (Apra), Orélio Fontana, concordou com o representante do sindicato. "Nós temos um treinamento de ponta aqui no Paraná. Mas, a partir do momento que esses policiais são encaminhados para lá, a nossa força fica reduzida. Sabemos que o grupo tático vai continuar atuando nesses dias, mas sem o mesmo efetivo. Mesmo sendo poucos os remanejados, não é pela quantidade do efetivo, mas pela ação desses policiais, que é diferenciada no Estado", defendeu.
Para Fontana, o governo federal deveria implantar um grupo próprio para eventualidades como essa. "É preciso criar grupos nacionais e fazer uma reforma na segurança pública. O policiamento ostensivo não deve ser prejudicado nesse período, mas não sabemos como ficarão as ações especiais. O jeito é esperar a volta desse efetivo", concluiu.
A assessoria da Sesp afirmou que os policiais convocados possuem treinamento e experiência em grandes eventos e que os 250 policiais "não chegam nem a 1% do efetivo das polícias Militar e Civil, portanto, não há nenhum prejuízo para a segurança pública dos cidadãos do Paraná". Por motivo de segurança, a Sesp não informou em quais cidades atuam os policiais convocados para integrarem a Força Nacional.
Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro serão realizados de 5 a 21 de agosto e a Paralímpiada, de 7 a 18 de setembro.


