Policiais do caso Tayná são afastados
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domingo, 14 de julho de 2013
José Lazaro Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba - A equipe da Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, foi temporariamente afastada na manhã de domingo. O comando da Polícia Civil diz que se trata de uma medida preventiva, "para que as investigações ocorram de forma transparente e sem interferências". Cerca de 20 policiais foram colocados à disposição e devem ser realocados no setor administrativo da Polícia Civil. Concluídas as investigações, eles poderão voltar para Colombo ou serem deslocados para outras delegacias.
A substituição deles por membros do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) acontece após suspeita de que os quatro homens presos pelo assassinato da menina Tayná Adriane Silva, de 14 anos, tenham sido torturados para confessar o crime. Na tarde de sábado, eles reafirmaram aos membros do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que teriam sido torturados e disseram que são inocentes das acusações.
Os acusados passaram por novos exames físicos nos últimos dias, cujos resultados só ficarão prontos nesta semana. O promotor público Paulo Markowicz de Lima disse que, até o momento, "os elementos são insuficientes" para incriminar os quatro suspeitos. Ele reforçou que espera a conclusão de mais resultados periciais para descartar o envolvimento deles. Na semana passada, laudo da Polícia Científica descartou por exame de DNA que o sêmen encontrado em Tayná fosse de qualquer um dos detidos.
Tomando cautela diante da situação, Lima também afirmou que isso não elimina a possibilidade de contato sexual entre os suspeitos e a vítima ("sem ejaculação") ou a participação no crime. Ontem, manifestantes protestavam em Colombo, na frente da delegacia, pedindo uma solução para o caso. O corpo de Tayná foi encontrado no dia 25 de junho, no bairro São Dimas, em Colombo.
Os resultados da investigação preliminar, divulgados pelo delegado Fábio Amaro (titular de Pinhais) no início de julho, apontavam que ela havia sido "rendida com um soco na cabeça quando passava em frente ao parque de diversões, violentada sexualmente e, em seguida, esganada com o cadarço da própria bota. O corpo da menina foi jogado em um poço de água da região". Essa versão foi posta em dúvida com a denúncia de tortura.
Se o Gaeco confirmar que a tortura ocorreu antes da confissão dos quatro acusados (todos na faixa dos 20 anos de idade), as acusações de crime de estupro seguido de morte, ocultação de corpo e formação de quadrilha podem ser descartadas. Os acusados trabalhavam num parque de diversões da região e, quando os policiais estiveram no local perguntando por eles, despertaram a revolta dos moradores que invadiram o local e atearam fogo num caminhão, além de quebrar equipamentos do parque.


