Salvador - Os nove policiais envolvidos na morte de 12 jovens em fevereiro deste ano no bairro do Cabula, bairro de classe média baixa em Salvador, foram absolvidos do crime de homicídio em decisão na primeira instância. A sentença foi assinada pela juíza Marivalda Almeida Moutinho na última sexta-feira, "após analisar as provas técnicas do processo", informou a assessoria do Tribunal de Justiça da Bahia. O processo corre em segredo de Justiça e a sentença será publicada no Diário Oficial hoje. A decisão cabe recurso no Tribunal de Justiça.
Os 12 rapazes foram mortos dias antes do Carnaval. Segundo a polícia, eles eram suspeitos de planejar um ataque a um caixa eletrônico e, ao serem surpreendidos, reagiram e acabaram mortos. Outros seis suspeitos foram feridos e um policial foi atingido por um tiro de raspão. O caso ganhou repercussão dentro e fora do país e ficou conhecido como "chacina do Cabula", já que todos os mortos eram negros e só dois tinham passagem pela polícia. Já os policiais alegaram legítima defesa e classificaram as mortes como "autos de resistência".
Advogado que defendeu os policiais, Dinoermeson Tiago Nascimento afirma que a decisão da juíza já era esperada pela defesa. "Sempre acreditamos na versão dos policiais de legítima defesa, o que foi comprovado através dos laudos periciais", afirmou. Promotor responsável pelo caso no Ministério Público da Bahia, David Gallo não atendeu às ligações.

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