Imagem ilustrativa da imagem Policiais civis reivindicam melhores condições de trabalho
| Foto: Celso Pacheco
Parte do efetivo protestou em frente à 10ª Subdivisão Policial



Policiais civis fizeram nesta segunda-feira (1º) uma paralisação para reivindicar melhores condições de trabalho. Em Londrina, durante a manhã, parte do efetivo protestou em frente à 10ª Subdivisão Policial (SDP), na área central da cidade. No dia 20 de julho, a categoria havia deflagrado estado de greve após a realização de uma assembleia em Curitiba.
De acordo com o Sindicato das Classes Civis do Estado do Paraná (Sinclapol), os policiais cobram o fim de atividades irregulares, como a vigilância de presos nas carceragens dos distritos, e contratações. A entidade denuncia ainda que os policiais são obrigados a usar equipamentos vencidos, como coletes à prova de balas. Os manifestantes em Londrina ainda promoveram uma doação coletiva de sangue.
Sobre a paralisação de parte da Polícia Civil do Paraná, a Secretaria da Segurança Pública informou que a direção do sindicato que representa a classe se reuniu com o secretário da Casa Civil, Valdir Rossoni, e com o secretário Wagner Mesquita nesta segunda-feira (1). Sobre os coletes balísticos, a Sesp informou que nesta terça-feira (2) acontece a licitação para a compra de 7.796 novos coletes. Além disso, a Sesp aguarda o envio de aproximadamente 2 mil coletes pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), que serão distribuídos para as polícias Civil e Militar.
Em relação à custódia dos presos, a Sesp informou aos representantes do sindicato que as 14 obras de construção e ampliação de penitenciárias já se iniciaram, com previsão de entrega de 10 delas no ano que vem e as outras quatro em 2018. Com estas obras serão abertas quase 7 mil novas vagas no sistema penitenciário – que permitirá a retirada dos presos de delegacias do Paraná. Paralelamente a isso, estão ocorrendo audiências de custódia e o uso de tornozeleiras eletrônicas, por determinação do Poder Judiciário, o que tem contribuído para desafogar as carceragens.
Também foi informado ao sindicato que recentemente foram contratados novos agentes de cadeia. Ao todo serão 2 mil agentes que cuidaram prioritariamente dos presos que estão nas delegacias.

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