Policiais civis podem fazer paralisação
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quarta-feira, 14 de maio de 2014
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Em assembleia realizada na noite de ontem em Londrina, na sede do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), policiais civis que trabalham nas delegacias do interior do Estado descartaram uma paralisação geral imediata. A categoria cobra do governo estadual a apresentação de um plano de retirada dos presos das carceragens num prazo de 30 dias, em especial nas regiões de Londrina e Maringá. Caso não ocorra uma resposta por parte do Executivo, os policiais vão paralisar suas atividades no dia 17 de junho.
"Esta proposta foi aprovada pela categoria e agora vamos aguardar um posicionamento do governo. Algumas medidas já estão sendo tomadas em Curitiba e região, e esperamos que o interior também seja contemplado. Se um plano não for apresentado, os policiais do interior vão cruzar os braços mesmo estando em época da Copa do Mundo", afirmou Ademilson Alves Batista, presidente do Sindipol.
Até o fechamento da edição, a assembleia do Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol) em Curitiba ainda não havia terminado. A categoria chegou a protestar em todo o Paraná por 24 horas na última terça-feira cobrando a transferência dos presos de todas as carceragens.
Também foi anunciada ontem a contratação de 75 novos delegados, 413 investigadores e 48 papiloscopistas. Todos são remanescentes do concurso público realizado em 2009. Eles serão nomeados nos próximos três meses.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Riad Braga Farhat, o efetivo defasado sempre foi um dos principais problemas da corporação. Atualmente, segundo ele, 51 comarcas do Paraná estão sem delegados, dificultando os trabalhos de investigação, principalmente no interior. "Com este anúncio, nos próximos meses poderemos dizer que todas as comarcas estarão cobertas com delegados", disse.


