Marcos Zanatta
Policiais civis e militares estão fazendo a segurança permanente da juíza Elizabeth Kather, de Loanda (102 quilômetros a oeste de Paranavaí), ameaçada por coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) na região.
Em fita gravada de telefonemas feitos da sede do MST em Querência do Norte, membros do movimento dizem que vão até o Fórum de Loanda, ‘‘cortar a cabeça da juíza’’. As polícias Civil e Militar não revelam quantos homens estão trabalhando na segurança, mas informam que a juíza é acompanhada no Fórum, em casa e até dentro da sala de trabalho se preciso.
O delegado de Loanda, Arildo Fulgêncio de Almeida, que também responde pela delegacia de Querência do Norte, disse ontem à Folha que por enquanto a incumbência da polícia local é garantir a integridade da juíza.
Ele explicou que o caso está na Secretaria de Segurança, que pode determinar algum ato na região. Policiais que participam da segurança alegam que apesar das dúvidas da veracidade da ameaça, a segurança da juíza está garantida.
A União Democrática Ruralista (UDR) da região de Paranavaí divulgou nota ontem condenando as ameaças dos sem-terra à juíza. ‘‘Os coordenadores (do MST) resolveram agora também partir para a violência contra membros do Judiciário’’, diz a nota. A UDR alega ainda que a marcha realizada pelos sem-terra serve apenas para ‘‘criar fatos políticos que encubram as ações ilegais e criminosas praticadas pelo movimento em todo o Estado.’’

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