Hoje, os policiais civis do Rio Grande do Norte devem entrar em greve, por tempo indeterminado, por melhores salários. Delegados não pretendem aderir ao movimento. Até o início da noite de ontem, o sindicato afirmava não haver recebido proposta do governo para evitar a paralisação.
Já os policiais civis de Pernambuco, em greve há 29 dias, voltaram ontem a recusar a proposta de reajuste salarial de 10% apresentada pelo governo do Estado e ameaçam ‘‘endurecer’’ o movimento. A categoria ameaça fechar novamente as seis delegacias reabertas durante as negociações com o governo. Se isso ocorrer, o Estado poderá retaliar, cortando o ponto dos grevistas e exigindo o pagamento da multa de R$ 20 mil por dia de greve estipulado pela Justiça, que considerou o movimento ilegal.
No Pará, o governo e os policiais civis em greve apresentaram números diferentes sobre a adesão e o aumento da violência por causa da greve que começou na última quinta-feira. Segundo a Associação dos Delegados, a adesão à greve está em 80% dos 2.600 policiais civis.
O número de ocorrências (assaltos, brigas e homicídios) teria diminuído 12%, segundo o governo, entre 26 e 30 de julho em relação ao período de 19 a 23 de julho. A Polícia Militar teria garantido a ordem.
No Piauí, cerca de 350 policiais civis do Piauí, em greve desde o dia 26, protestaram hoje em frente à Secretaria da Segurança Pública. Eles levaram cerca de 60 ‘‘quentinhas’’ para o secretário Carlos Lôbo comprovar a suposta falta de qualidade dos alimentos.

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