Curitiba- Cerca de 2 mil policiais civis de todo o Estado devem paralisar as atividades durante o dia de hoje. Segundo o Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), desde que aprovado o indicativo de greve, há duas semanas, não houve respostas sobre a questão salarial, apesar de realizadas duas reuniões com as secretarias estaduais de Segurança Pública e da Administração. Os serviços essenciais deverão ser mantidos, mas algumas delegacias podem ser fechadas em razão da manifestação.
''Hoje completa quatro anos que foi formada uma comissão para estudar o plano de modernização da polícia, que incluía a questão salarial. Até se comparado ao mesmo nível da Polícia Militar, nosso salário hoje está 100% defasado'', argumenta o presidente do Sinclapol, André Luiz Gutierrez. Está programado um protesto em frente à Assembleia Legislativa e ainda uma consulta para uma nova assembleia que deve decidir sobre a possibilidade de greve da categoria. A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comentaria o assunto.
Em Londrina, os policiais civis irão se concentrar em frente à 10 Subdivisão Policial (SDP). Somente os serviços essenciais, como a guarda de presos, estarão em funcionamento. O serviço de atendimento ao público estará suspenso das 8 às 18 horas.
''Quem for à delegacia será orientado e informado sobre as condições da categoria. Trabalhamos sobrecarregados e a desmotivação é grande. Aguardamos há quatro anos um Projeto de Modernização da Polícia Civil do Paraná e o que nos foi apresentado preliminarmente está com a tabela de vencimento em branco e sem a previsão de preenchimento de valores'', criticou o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), Ademilson Antônio Alves Batista.
A categoria reivindica a implantação de um Plano de Cargos e Salários e aumento do efetivo. A cidade possui cerca de 130 policiais.(Colaborou Caroline Vicentini)

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