Agentes se reuniram na frente da sede da 10a SDP no fim da manhã de ontem para protestar; Sindipol estima que adesão se aproximou dos 100% da categoria
Agentes se reuniram na frente da sede da 10a SDP no fim da manhã de ontem para protestar; Sindipol estima que adesão se aproximou dos 100% da categoria | Foto: Divulgação/Sindipol



Policiais civis de Londrina aderiram ontem (21) à paralisação nacional de 24 horas articulada pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) contra projetos propostos pelo governo federal para congelar despesas públicas e reduzir gastos com servidores. Os agentes se reuniram às 12h30 em frente à sede da 10ª Subdivisão Policial (SDP) para protestar.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), Michel Franco, a adesão se aproximou dos 100% da categoria, sem comprometer atendimentos de emergência. "Todos os cidadãos que precisaram de serviços emergenciais foram atendidos normalmente nos distritos e delegacias especializadas. Já as outras atividades foram suspensas", explicou.
No topo da pauta dos policiais civis estão os controversos PL 257/2016 - cujo texto exige que os estados da federação reduzam seus gastos com pessoal congelando salários, progressões e promoções, além de dificultar a contratação de novos servidores - e a proposta de emenda à Constituição (PEC) 241, que propõe limitar pelos próximos 20 anos o aumento dos gastos públicos à inflação anual, ou seja, sem expansão real de investimentos.
"Existe um discurso de que os servidores públicos brasileiros precisam perder supostos privilégios e benefícios. Isto não é real. A maior parte do funcionalismo ganha mal e trabalha em condições inadequadas. Existe, sim, uma elite que detém diversos privilégios e ganha muito bem, mas não é o caso da maior parte dos servidores", condenou. "Se há necessidade de cortes, que eles comecem pelos próprios gastos excessivos dos governos e também por algumas funções que são remuneradas excessivamente, sobretudo no Judiciário. O sacrifício não pode partir do lado mais frágil", argumentou Franco. Tanto a PEC 241 quanto o PL 257/2016 estão em tramitação em Brasília.
Procurado pela reportagem, o delegado-chefe da 10ª SDP, Sebastião Ramos dos Santos Neto, informou que nenhum problema ou alteração nos atendimentos de urgência em decorrência da paralisação nacional foi registrado nas unidades da Polícia Civil em Londrina.

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