Policiais ameaçam fazer greve após Carnaval
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Fernanda Borges<BR> Reportagem Local 
Curitiba - Policiais civis de Curitiba e região e também os de Londrina decidiram em assembleia, realizada ontem, entrar em greve por tempo indeterminado. Segundo o presidente do Sindicato das Classes Policiais do Estado do Paraná (Sinclapol), André Gutierrez, a data de início da paralisação deve ser decidida na assembleia que será realizada hoje em Maringá. Mas ele garante que os policiais civis não devem cruzar os braços antes do fim do feriado de Carnaval.
Na pauta de reivindicações da categoria estão a implantação de um Plano de Cargos e Salários e a equiparação salarial a outras carreiras de nível superior, o que representaria um reajuste de 100% no salário inicial atual, de R$ 1.955. O Sinclapol pede ainda melhores condições de trabalho, principalmente nas delegacias do interior, e aumento no efetivo. Ao todo são 3,2 mil policiais no Estado.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), Ademilson Alves Batista, a categoria quer que o Estado providencie mais profissionais pois, segundo ele, os policiais civis têm atuado em funções que não fazem parte de suas atribuições. ''Delegacia não é lugar de presos. O policial civil tem que cuidar comente de situações de flagrante e encaminhar para o sistema prisional, mas as condições das delegacias anda insustentável'', disse.
Ainda segundo Batista, a idéia é iniciar a paralisação logo após o Carnaval em respeito à população. ''Sabemos que nesse período de festas a questão da segurança se agrava, por isso vamos esperar esse momento para daí então iniciar o protesto, mas ainda não temos uma data definida'', disse. A reportagem da FOLHA entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). A informação foi de que, por enquanto, não haverá pronunciamento sobre o assunto.(Colaborou Marcela Rocha Mendes)


