São Paulo, 05 (AE) - Os sete policiais militares presos sob a acusação de participarem do assassinato de três rapazes em São Vicente, na Baixada Santista, nunca foram processados ou alvo de investigação em inquérito militar. A informação é do Tribunal de Justiça Militar (TJM), que centraliza os dados sobre os inquéritos policiais militares no Estado de São Paulo.
A informação do TJM é o resultado de uma pesquisa feita nos cartórios das quatro auditorias militares. Mesmo que o policial esteja sendo acusado de homicídio contra um civil, crime que é julgado pela Justiça comum, a existência do inquérito militar fica registrada no TJM.
Todos os presos trabalhavam no regimento de Cavalaria 9 de Julho, uma unidade de elite da polícia paulista. Foi lá que o atual comandante-geral, coronel Rui César Mello, passou a maior parte de sua carreira policial. Dos sete presos, as testemunhas reconheceram o sargento José Carlos Ferreira e os soldados Marcelo de Oliveira Christov, Antônio Sérgio Quintas da Costa e Alexandre Serafim de Lara Costa.
O tenente Alessandro Rodrigues Oliveira e os soldados Edvaldo Rubens de Assis e Humberto da Conceição estão também detidos, mas não foram reconhecidos pelas testemunhas. Todos estão presos no Presídio Romão Gomes. Segundo o coronel Luiz Carlos Guimarães, eles poderão ser acusados de sequestro, homicídio e ocultação de cadáver. (Marcelo Godoy)

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