Curitiba- O Regimento de Polícia Montada de Curitiba abriu inquérito para apurar denúncia de abuso de força por parte de policiais, durante abordagem a quatro jovens, na noite do último sábado, em um posto de combustíveis. A determinação partiu do comandante da unidade, tenente-coronel Roberson Bondaruk, antecipando-se à denúncia formal, que, até o final da tarde de ontem, não havia sido feita ao Regimento.
Em entrevista a uma emissora de televisão, os jovens, que não quiseram se identificar, disseram que foram levados pelos policiais para os fundos do posto, onde teriam começado a apanhar. Na reportagem, eles exibiram hematomas, supostamente, provocados pela agressão. Os policiais, ainda, teriam apreendido o carro de um deles e forjado multas por direção perigosa. Os quatro teriam passado a noite no 8º Distrito Policial (DP), e orientados a registrar queixa no Comando de Policiamento da Capital (CPC).
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública, os denunciantes procuraram o CPC e receberam orientação de formalizar a ocorrência no Regimento de Polícia Montada.
O comandante do 2º Esquadrão de Cavalaria -unidade a qual os policiais denunciados pertencem-, capitão Manoel Jorge dos Santos Neto, confirmou a instauração do inquérito e disse que os quatro policiais envolvidos na abordagem foram direcionados a serviços internos, durante as investigações. Segundo ele, em princípio, o uso de força foi necessário, pois os jovens teriam reagido à prisão.
O capitão relatou que os jovens, de dentro do carro, teriam xingado policiais, que prestavam atendimento a um cidadão. Via rádio, os policiais passaram a situação para outra equipe, também da cavalaria, que abordou os rapazes, pedindo que parassem o veículo. ''Eles se recusaram a parar e jogaram o carro para cima dos policiais'', disse Neto. Ao verificar a placa do carro, a polícia obteve a informação de que o licenciamento estava vencido.
Os jovens, segundo o capitão, foram abordados, em outro local, e os policiais constataram que o condutor responderia a inquérito por receptação de veículos furtados. Ao ser dada voz de prisão, eles se negaram a entrar na viatura que havia sido acionada para dar suporte. O capitão confirmou que, nesse momento, houve luta corporal, no pátio do posto de combustíveis, e que os policiais, também, teriam ficado feridos.

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