Polícia voltará ao Parque do Estado para novas buscas
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segunda-feira, 10 de agosto de 1998
Agência Folha 
A polícia deverá voltar à mata do Parque do Estado para procurar pistas sobre os crimes que o motoboy Francisco de Assis Pereira confessou e tentar localizar o décimo corpo, que seria de sua colega de patinação conhecida somente como Pitucha.
A operação não será anunciada com antecedência, pois a polícia teme que o motoboy seja linchado durante sua incursão na mata. No último sábado, quando Pereira foi levado ao parque para indicar o local onde ele teria matado a estudante Isadora Fraenkel, a polícia utilizou carros (uma Veraneio e uma Besta) comuns para tentar despistar o assédio de curiosos e saiu do DHPP às 6 horas.
Mesmo assim, Pereira teve de ser retirado às pressas da mata, logo após o encontro da ossada que seria de Isadora, porque cerca de 500 pessoas
cercaram o local onde a polícia trabalhava. A aglomeração aconteceu depois que foram divulgadas as primeiras informações sobre a busca realizada no parque. Alguns, mais exaltadados, gritavam lincha. Oficialmente a operação é dada como certa, mas a polícia afirma que precisa obter mais detalhes de Pereira que permitam a localização do corpo.
Pereira, em seu depoimento, afirmou que matou dez mulheres, mas até agora só foram encontrados nove corpos. O nome novo que surgiu foi Pitucha. Segundo Pereira, ela teria 15 anos. Além da morte de Pitucha, Pereira assumiu no seu depoimento as mortes de Isadora, das quatro mulheres já identificadas oficialmente e de outras quatro ainda não reconhecidas.
A polícia acredita que Pereira pode estar se confundindo e a vítima de 15 anos pode ser outra, já que a polícia afirma que o corpo encontrado ao lado do de Selma Ferreira Queiroz, 18 anos, no último dia 4 de julho, é o de uma adolescente.
Até ontem, a polícia encontrou nove corpos. Quatro deles foram identificados: Selma, Raquel Mota Rodrigues, 23 anos, encontrada em 16 de janeiro; Elizângela Francisco da Silva, 21 anos, e Patrícia Gonçalves Marinho, 24 anos.
Cinco corpos não foram identificados oficialmente, entre eles está a ossada indicada por Pereira como a de Isadora, e o que pode ser da professora de dança Michele dos Santos e que passará por exumação. Um terceiro corpo poderá ser identificado como o de Rosa Alves Neta, reconhecida por Pereira como sua vítima entre um álbum de fotos de mulheres desaparecidas.


