Polícia vistoria boate suspeita de prostituição
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Wilhan Santin<BR>Reportagem Local 
Policiais civis, a pedido do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco), fizeram uma vistoria, na tarde de ontem, na boate Shirogohan, que fica no Parque das Indústrias Leves (Zona Leste de Londrina).
De acordo com o promotor Jorge Barreto, a vistoria foi realizada com a finalidade de verificar se existe ou não a prática de prostituição no local. Segundo ele, o Gerco recebeu denúncias de que a boate estaria funcionando como casa de prostituição. Realizamos uma operação naquele local anteriormente e constatamos que isso acontecia. Agora, tivemos a notícia de que (na boate) estaria funcionando novamente uma casa de prostituicão. Em razão disso, pedimos à polícia que realizasse esta diligência, explicou.
O promotor ressaltou que a vistoria não teve qualquer ligação com as investigações que estão sendo realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura uma lei de zoneamento feita pela Câmara de Vereadores que beneficiou a boate, permitindo a instalação de um motel ao lado da Shirogohan. A operação de hoje (ontem) não tem nada a ver com aquela investigação da Câmara, enfatizou. No entanto, ele admitiu que cabia aos policiais que foram até à boate checar se havia ligação física com o motel.
Em novembro de 2005, agentes do Gerco chegaram a prender os empresários Claudemir Medeiros e José Carlos Medeiros, proprietários da boate, e a gerente Marli Kudo. Os três foram autuados no artigo 229 do Código Penal, que criminaliza a manutenção de casas de prostituição. Naquela ocasião, três pistolas 380, todas carregadas, e uma escopeta de calibre 12 também foram apreendidas.
O delegado-chefe da 10ªSubdivisão Policial, Sérgio Barroso, limitou-se a dizer que a vistoria na boate foi de rotina. O delegado-operacional Lanevilton Moreira, que comandou a vistoria, não quis dar qualquer declaração à imprensa.
A FOLHA entrou em contato com a boate, mas uma mulher que atendeu ao telefonema disse que não havia ninguém no estabelecimento que poderia atender à reportagem. Ela também não soube informar quem seria o advogado da Shirogohan. (Colaborou Janaina Garcia)


