Polícia vai pedir prorrogação de prazo do inquérito do caso Tayná
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terça-feira, 13 de agosto de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - O delegado responsável pelo caso Tayná, Guilherme Rangel, confirmou ontem que vai pedir a prorrogação do prazo para conclusão do inquérito. A Polícia Civil teria até amanhã para finalizar os trabalhos, mas o pedido de extensão do prazo por pelo menos mais 30 dias será apresentado ao Ministério Público do Paraná (MPPR).
A investigação sobre o assassinato da adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, foi reiniciada no dia 15 de julho, após determinação da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). O primeiro inquérito, que apontava o envolvimento de quatro suspeitos (Adriano Batista, de 23 anos, Sérgio Amorin da Silva Filho, de 22, Paulo Henrique Camargo Cunha, de 25, e Ezequiel Batista, de 22), não foi acatado pelo MPPR. Os promotores consideraram que não tinham provas suficientes para oferecer denúncia contra os rapazes.
O trabalho inicial de investigação foi posto em xeque por um laudo pericial da Polícia Científica apontando que o sêmen encontrado na calcinha da jovem não batia com o DNA de nenhum dos quatro suspeitos. Na semana passada, a polícia científica informou que, tecnicamente, a violência sexual contra a adolescente de 14 anos estaria descartada.
Tayná desapareceu no dia 25 de junho no bairro São Dimas, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), por volta das 20 horas. Na tarde do dia 28 o corpo da adolescente foi encontrado em um poço localizado dentro de um terreno baldio.
Conforme o delegado, cerca de 90 pessoas já foram ouvidas. "Toda nova informação está sendo apurada e estamos fazendo o possível para encontrar o autor ou autores do crime. Estamos realizando diligências, trabalhando incansavelmente e, por isso, vou pedir a prorrogação do prazo", justificou.
Como o caso segue em segredo de Justiça, o delegado não repassou maiores detalhes sobre a investigação.


